Comunicador por natureza, William Pereira Costa, de 52 anos é servidor do INCRA há 36. Casado e pai de quatro filhos, resolveu, aos 50 anos, que era hora de voltar a estudar.

Sua primeira inscrição foi na Faculdade SENAC, para Marketing. William também se inscreveu para a Faculdade de Brasília (UNB), em Gestão Ambiental, mas acabou optando pelo primeiro curso.

Em sua escolha, William considerou o tempo de curso e o leque de oportunidades que teria. “No começo foi difícil, afinal fiquei 20 anos parado, então precisei correr atrás do tempo perdido. Solicitei ajuda dos amigos, internet e outras fontes”, relata o servidor.

Bem-humorado, o servidor fala do bullying que sofreu no começo das aulas. Ele enfrentou comentários do tipo: “o que um senhor dessa idade e servidor público está fazendo aqui? ”. Mesmo assim, desistir nunca foi uma opção para William. “Foi uma experiência boa, fiz amizades e tenho uma visão do futuro’’, comenta.

Com essa experiência, hoje, classifica bem a diferença entre o serviço público e o privado. “No marketing, pude perceber que o mundo lá fora é totalmente diferente do serviço público. Lá a concorrência é feroz, hoje tenho um diferencial dos meus colegas que se estagnaram no serviço público’’, pondera William.

Atualmente trabalhando na Área de Assentamento (Divisão de Controle e Seleção de Família DTI-1), William relata que ingressou no órgão durante o período da ditadura e militares completavam o quadro de funcionários.

Seu primeiro trabalho aconteceu no Edifício Eldorado, que era uma extensão do INCRA. Designado para lá, prestou serviço para um coronel, e aproveitava as horas vagas para aprender a trabalhar na máquina de datilografia.

Em uma dessas oportunidades, o coronel pegou o servidor “com a boca na botija” e o alertou: “se a máquina quebrar, você precisará trabalhar alguns meses para pagar’”, relembra.

Apesar do que ouviu, ele não se intimidou e nas horas vagas continuou praticando datilografia. Passado algum tempo, o coronel percebeu seu esforço e o contratou para um programa chamado “Proterra-funterra’’, e passou a receber três vezes mais o valor pago para outros servidores do INCRA.

Assera/BR

Sua história com a Assera/BR existe desde sua entrada no órgão. Para ele, a Associação é a instituição que melhor representa os servidores. “A associação tenta abraçar a causa do servidor. Temos cursos, palestras e, muitas vezes, os próprios associados não dão valor. A entidade nos representa muito bem’’, enfatiza.

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A diretoria colegiada
Assessoria de Comunicação Social da Assera/BR
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